Eu não consigo colocar no papel o que eu quero. “Não é uma crise de hiato criativo?” talvez você pergunte. É, é uma crise forte. Sabe quando você está acostumado a escrever certas coisas e depois não consegue mais? Pois é, eu não consigo mais escrever sobre o que mais gosto de escrever.
Quando você tem saudade de alguém ou uma decepção, fica difícil inventar uma boa história. Porque você é real, você sente tudo e qualquer coisa, mesmo sem dar um pio. Você não ignora que não conseguiu tal coisa ou alguém, que você vai ter que tentar novamente, que os seus planos não deram certo... E o tempo vai passando e tomando o seu tempo de tentar mudar a sua própria vida.
Cada parágrafo desse texto, por exemplo, está me tomando mais esforço do que os parágrafos dos textos anteriores. Eu estou inclusive com medo de escrever, estou com medo que alguém leia e saiba do que se trata, mas, ao mesmo tempo, eu não quero evitar, necessito sentar-me e refletir com a folha de papel e um café preto.
Isso não é pelo dia dos namorados nem pelo meu aniversário, parece que eles não importam muito; isso aqui é por tudo, é por uma piada e por um “não”, é por 15 minutos de intervalo, é pelo cinema, é pelo halloween, pelo natal, pelo shopping, pelo último dia que a gente se viu. É, também, pelos meses de bloqueio que eu me obriguei ficar.
E eu não tenho saudade, sabia? A distância já se encarregou de me fazer esquecer quem você é e o que você está fazendo agora. Acho que não me interessa mais, nunca foi, nem vai ser da minha conta. Eu já esqueci, obrigada pela ajuda, foi uma solução eficiente. Obrigada por me dar de volta o velho hábito que você tinha tomado de mim.
sábado, 12 de junho de 2010
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3 comentários:
Legal seu blog. uahuahuha ;P
Na verdade, fico feliz em ver que voltastes a postar. Porque não consigo acreditar que nem um rabisco tenha sido jogado no lixo durante esse tempo todo.
Eu tento esquecer que existe hiato criativo. Não quer dizer que me forço a escrever, mas é apenas aquela sensação de que se perdeu a essência de uma boa escrita.
A universidade faz isso. Detona o espirito romântico, ou os motivos que nos faziam escrever. Mas como disse, entrei na onda de antologias pra não deixar a universidade me sugar.
Sei que cada um tem seus motivos, sei também que cada um sabe o melhor pra si. E que escrever... bom...
Não tenha medo, quem está acostumado, sabe muito bem direcionar seu texto a quem lhe interessa.
Escreva mais Modinne, pense mais, viva mais, não pense, não escreva... Viva.
É o que eu vivo falando: "Seja feliz, sorria e cresça cada vez mais", só que a Ádga soube expressar de com uma única palavra ... Viva !
Voltando ... Não desista, não esqueça, crie oportunidades, não volte aos velhos hábitos, seja criativa e acima de tudo, sinta saudades, porque no fim você nunca vai saber se ele realmente a ama ou não.
Já vivi e vivo muito essa crise de hiato criativo, ou relapsos criativos. Dói em mim, pq escrevendo, letra por letra, linha por linha, enfim, tecendo um texto, eu mudo, reconstruo, apago, refaço, destruo, construo, organizo meus sentimentos e pensamentos para conseguir entende-los. Preciso teorizá-los para não enlouquecer, preciso achar uma lógica, uma razão..Mas aí que tá, quem disse que o coração segue a razão?
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