Olá, vocês!
Bom, por onde eu começo? Ah, sim... Lá vai:
Agora mesmo, quando abri o navegador da internet, me deparei com uma notícia na página inicial (vocês podem até achar insignificante, mas eu lamento, esse post será sobre a tal notícia) que dizia assim:
“Um candidato que teve sua redação escolhida entre as melhores da Fuvest 2009 mandou um recadinho ao corretor, no fim de seu texto. Depois de se esquecer de colocar o título no início da dissertação, o vestibulando optou por ocupar a última linha e se explicou: "desculpe, só vi que precisava no final". Seu texto ganhou o título de: ‘As fronteiras perdendo poder’.”
(Candidato mandou recado a corretor em redação da Fuvest 2009 - notícia do site UOL Vestibular, do dia 24/03/2009 - 06h00; Ana Okada e Simone Harnik - São Paulo)
Vamos concordar que há redações e redações: algumas com conteúdo forte, idéias fortes... Mas também há aquelas que não conseguem convencer o corretor, algumas só possuem a ”estética” correta (margem, número de linhas mínimas e máximas, etc.) e nos mostram um texto cheio de clichês, bordões, enfim.
Mas agora vamos ao que realmente interessa esse post: eu, uma adolescente de 17 anos de idade, com ensino médio completo, um português “mais ou menos”, não diria estudiosa, mas esforçada, passo um ano da minha vida estudando sem descanso, e não pense que isso é só para concluir o tal ensino médio; eu acredito que, em um ano como esse, a maioria dos jovens não pensa muito em “terminar o colégio”, mas sim em passar no vestibular (foi assim comigo, pelo menos), e além de ir para as aulas normais da escola, me aventuro a estudar mais em um cursinho lotado.
Chega o dia da prova. Acredite de se quiser, mas eu não estava nervosa, sabia muito bem tudo o que eu tinha estudado e fui fazer a prova tranqüila (sim, eu dou valor ao trema).
Então chega o dia em que sai o tão esperado “listão”, com o nome somente dos que “passaram”, mostrando sua colocação e pontuação durante o processo seletivo do concurso. Você acorda de manhã, esperançoso, até liga o rádio para escutar o nome e fica criando na cabeça aquele momento em que “o locutor dirá seu nome tão rápido que você não vai entender bem, que sua mãe vai chorar e seu pai vai dizer: ‘Como eu estou orgulhoso!’”. Acontece que nada disso acontece: seu nome não está no tal do “listão”, o locutor só fala o nome de uma pessoa com a letra “J” (no meu caso) e você fica lá sentado na sua cama, com cara de perplexidade, de choro, de pena, de raiva, o que for.
No dia seguinte, você, ainda em “estado de choque”, conversando despretensiosamente com um amigo que “nunca pegava no caderno para estudar, não sabia o que significava uma simples vírgula e escrevia ‘eu AMO ELA’”, passa. Sim, aquele incompetente que não sabe o que significa cacofonia está na faculdade e você que quase decora um livro inteiro de gramática, não.
Sentiu o drama? É... Imagine isso acontecendo duas vezes em um ano.
Enfim, expresso aqui a minha insatisfação aos corretores, pelo desrespeito às pessoas que se preocupam em seguir as regras que eles mesmos elaboraram para uma redação, atribuindo nota dez aos que fugiram dessas regras.
Vocês já param para refletir (corretores – se algum estiver lendo) sobre isso?
PS: Eu sei (ou “acho”) que em dissertação não é obrigatório atribuir um título ao texto, mas mesmo assim...
terça-feira, 24 de março de 2009
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17 comentários:
Ai que frescura
mas é isso ai se vc não falar ninguem vai falar.
Muito bom seu texto, me parece um desabafo de um ano todo de estudo para depois não ver seu nome na lista de aprovados e ainda ver nome de pessoas que não se eforçaram tanto e conseguiram. Vale analisar duas coisas: Primeiro para qual curso o outro fez o vestibuar e em qual faculdade. Há diferença porque há cursos que não são concorridos e outros com a conorrência muito grande onde uma vírgula fará a diferença.
Parabéns pelo texto.
Muito bom seu texto, um verdadeiro desabafo...
Parabens pelo blog...
http://webmaster-jp.blogspot.com/
Concordo com vc é revoltante mesmo!
Mas acho que eles podem exigir o Título.
Como você pode o título é opcional.
Se vc colocar estará errado numa dissertação.
http://sentimentomediano.blogspot.com
ahhhhhhhhhh!
Pois foi justamente isso que me impediu de entrar no curso que queria. Nesse caso posso dizer que sei bem como é, porque senti na pele.
E sim, dá uma raiva tremenda disso tudo.
Um ano perdido de estudo, e a única coisa que posso falar é:
"O jeito é continuar"
nossa, nem imagino a cara dos meus pais se a criança não falar meu nome, ainda por cima por que o meu sempre está no final, meu nome é Vitor.
Já ao caso de esquecer o nome da redação tudo bem, mais quem entrou no link do uol, o cara escreveu muito mal mesmo, tudo muito rasurado e algumas letras ilegiveis
o link da redação:
http://download.uol.com.br/vestibular2/redacoes_fuvest09/redacao40.jpg
Eu conheço um corretor de redações!!!
Sério!
E na verdade a redação não passa apenas por um corretor; passa por uns 3 corretores. Um analisa o aspecto gramatical, outro o estilo e outro o texto em si. Fazem lá uns cálculos para chegar à média e pronto. É meio complicado, pois um texto com conteúdo pode perder pontos no aspecto gramatical, outro texto cheio de clichês e que não traz nada de relevante pode ganhar no estilo e gramática...
O melhor é procurar ser o mais "sóbrio" o possível, com correção gramatical, observando o estilo e escrever...de forma coerente, sem abusar dos clichês, mas eles estarão lá. Enfim, um texto quase burocrático.
abs e boa sorte!!!
vote grooeland no V concurso de blogs, categoria "cotidiano".
Oi Jéssica, sei bem como é esse drama. Ocuparia muitas linhas contando os detalhes, mas uma vez (há muito tempo!!!), também fiz um vestibular e tinha certeza total, absoluta e incontestável da aprovação. Resultado: Não entrei nem na rerererererereclassificação.
Mas espero que você não se abale por esse pequeno imprevisto, pois, com a base que você já tem com esse ano de estudo, no próximo você passará nas primeiras colocações.
Beijos!
Ps: obrigado mesmo pela mensagem de apoio. Me motivou bastante mesmo a continuar lutando.
É um desabafo que eu também quero fazer, é uma palhaçada, esta ideia de vesstibular.Esta dificuldade para se fazer uma faculdade pública, esta grande concorrencia, por que se os ricos fizessem facul particulares, seria mais facil, mas eles também viram nossos concorrentes e muitas vezes passam, porque estudaram em escolas boas, fizeram bons cursinhos.E se tratando de alunos da sala que não fazem nada e passam, é realmente já presenciei isso, e realmente não sei o que eles tem, mas são mais inteligentes que nós que decoramos livros..Olha faça como eu não desista, mesmo sua familia falando que não dá, e seus amigos falando para vc procurar um emprego..nunca desita dos seus sonhos..pois eu nunca vou desistir do meus..
Quem acredita sempre alcança..
bjss
uai mérito do cara..o mundo é dos espertos.......mas realmente..o bom português está sendo deixado de lado..é uma pena isso!
Acordo total com vc!!!
Não dá pra entender a aprovação de certas pessoas, enquanto nós q nos esforçamos tanto, ficamos a ver navios.
Boa sorte pra vc!!!
Abços!!!
Olha, Jéssica... Eu li a tal redação e o cara mandou super bem! Não acho que o fato dele ter esquecido o título poderia prejudicá-lo, até porque, numa observação no fim da página, ele deu o título do texto. Qual a diferença entre o título figurar lá em cima, onde costumamos pôr? Pediram um título, e ele deu, oras!
Também li o parecer de um desses corretores de redação e o cara falou que esse tipo de coisa não tem importância, assim como rasuras, caligrafia, etc.. O que conta é a redação ser boa, expressar o que o sujeito quis dizer, alcançar seus objetivos....
Mas entendo que você falou. Eu mesmo, conheço algumas pessoas iguais a esse seu conhecido... Vai ver, o cara tem sorte! Rsrsrsrs!
Abração e boa sorte!
Esqueci de te falar... sobre o seu comentário, lá no blog... Tem um filme antigo (nem sei se curte) com a Audrey Hebpurn e a Shirley MacLane chamado Infâmia... Vale a pena conferir! Dá uma googlada aí...
Beijos!
'- Desabafou mesmoo ein..
http://papos-teen.blogspot.com/
VISITE-O! [;)]
Ótimo post, gostei de ter lido, afinal presto vestibular no meio do ano.
Até dá pra entender certas aprovações, quando se trata de pistolão, é errado, mas é infelizmente o que acontece.
www.casadobesouro.blogspot.com
é amiga concordo contigo
esse metodo de avaliação dos alunos pelo vestiba eh mto errado.
ja passei por isso, e pode crer que é uma dor terrivel n ver o nome do listao, é uma sensação de impotencia fora do comum.
ja me falaram que vestibulae é calma, tecnica e sorte.Sim eu concordo que ha uma certa sorte, pois do contrario os que escrevem ''automoveu'' n passariam...
não posso falar nada a respeito disso...
vc não estava se referindo a mim quando falou "da pessoa que passou o ano todo sem estudar e passou..." ?
enfim...
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