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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Desabafo: “E quando você mais espera...”

Sabe os triângulos amorosos? Já esteve envolvido em algum? Pois não queria (se a resposta for “não”). Imagine se apaixonar por A e alguém vir contar que o seu melhor amigo (ou B) estás apaixonado por você. É uma situação no mínimo do mínimo chata. Pois então, eis que um dia você olha pra alguém e começa a resumir os outros dias seguintes a essa pessoa. Ele (ou ela) nem é tão bonito assim, mas tem muita coisa em comum com você: música, filme, séries, opiniões, gostos e até mesmo defeitos. E daí que você começa a pensar: “e se... E se a gente desse certo?”, como se amanhã já fosse o dia “certo”. Mas acaba que o dia não é o certo, nem a pessoa.
Chega alguém e te conta tudo, que ele é “afim” de você, sim; que ele é tímido, nunca teve um relacionamento sério, é verdade, e que por isso prefere te esperar. Antes de receber tal notícia é claro que você imagina o melhor (que é A, não B) e já começa a rir sozinho, fantasiando um céu azul com nuvens brancas sobre um campo verde, no qual vocês dois correm para os braços um do outro em câmera lenta. Para a sua “eterna e sublime” sorte, a vida te estala o pescoço: não, não é A; é B. B que ri com você e de você também (por que não?); B que nunca mostrou nenhum sinal quanto aos próprios sentimentos; B que se recolhe quando você, a pessoa apaixonada, conta para ele que estás “afim” de A, achando que B talvez tenha alguma informação sobre os relacionamentos antigos de A, por exemplo: se A tem namorada ou se gosta de outra pessoa.
Num momento como esse, você tem duas opções: ou abre um negócio de escavadeiras ou sorri o mais natural possível, até a hora de chegar em casa. O que eu fiz? Sorri, é... Foi a coisa certa: manter um segredo de uma pessoa que também guardou o mesmo segredo de mim (e isso porque eu estou gorda, me achando o ovo estragado da geladeira) meses atrás.
Não, não estou sendo cruel em escrever isso aqui, também não vá pensando que é uma “resposta”, uma forma de dizer “não” sem olhar na cara, porque isso é coisa de gente que nunca sentiu algo diferente por alguém; de gente que não viveu o suficiente pra ter maturidade. E “não” é uma palavra, digamos, muito bruta, grossa. É difícil eu pronunciar algo assim pra alguém que eu gosto tanto, ainda mais para B, alguém que eu conheci a um mês atrás, mas que sempre me deu a liberdade e sensação de ter me conhecido desde que eu nasci. Dizer “não” é como dizer “nunca mais” pra mim.
Também não digo “talvez”, pois não existem múltiplas possibilidades que maltratem tanto quanto as referentes ao coração. É a mesma coisa que esconder os próprios sentimentos e ficar imaginando o tal campo verde com céu azul, ou uma ida solitária à sorveteria, sem nenhuma companhia, quando todos têm quem os acompanhem. Fico sentada encima do muro, balançando as pernas que nem uma criança, tentando arquitetar a melhor maneira de ter A e B, dois amores, sim, admito, mas um é para o coração e outro para a mente, pois um ser humano não vive sem paixão (ou paixonites temporárias e infantis) e sem o amor dos amigos, pois estes últimos estão com você quando A resolve terminar tudo; pois são estes que te fazem rir da própria desgraça, fazendo piadinhas que ninguém mais entende (se não vocês dois) e tem a paciência de guardar um segredo que, com esperança, talvez seja mentira.
Tenho sorte de fazer parte de um triangulo amoroso com uma das pessoas que eu mais gosto e que talvez tenha odiado o fato de eu confiar um segredo, uma situação tão irônica, porque eu sei que essa pessoa vai me respeitar. Tenho azar, também, pois ainda não perdi a mania, como já dizia Kid Abelha, de “gostar de quem não gosta de mim”. E quem eu mereço e quero nessa história toda? Pra sem bastante sincera, não sei mais. =/

domingo, 19 de julho de 2009

Da autora

Letras soltas são o que eu tenho, formações quase inexpressivas de pensamentos e sentimentos, de mediocridade. E fecho os meus olhos pequenos e escuros sob uns óculos quadrados e penso, imagino qual palavra combina mais ou mesmo procurando por uma na ponta da língua.
Tem gente que prefere nem escrever e evitar tais problemas, mas eu não, nunca... Por mais que não existam expressões que completem os meus sentidos ou dizeres o bastante, eu as escrevo, mesmo que seja inventando e pulando em idéias, “desconcatenando” as interpretações que o resto faz quando lê o que eu (humildemente) me proponho a escrever. Mas critique o que eu escrevo, por favor: parece-me que, quanto mais os auto-intitulados “críticos” hesitam em dizer “mas que merda!” e franzir a testa para uma publicação desengonçada, mais eu perco a vontade de abrir o caderninho vermelho de espiral dourado e riscá-lo com lápis no. 2. Algumas pessoas olham bem o texto, inclinam a cabeça para a direita e dizem “Booom, muito bom! Parabéns!” e eu faço uma expressão de “obrigada” pensando “Quanta opinião!” sarcasticamente, claro. Ta bom, eu também faço esse tipo de comentário que todo mundo odeia, mas, desculpe, eu não sei nada de futebol ou atletismo, muito menos sobre religião, apesar de me arriscar com a apolítica (graças às segundas-feiras).
Tem vezes aqui que eu me apaixono – isso é freqüente – e dou um pulo da cama pra escrever: falo de estrelas, lua, sol, estátuas, trabalho, mármore, de qualquer coisa que eu ache conveniente, apesar de não combinar muito com o sentimento, ou então escuto música (clássica, de preferência) e tento descrever pacientemente os acordes de violão, as notas de piano, dos violinos e finjo que tudo o que eu escrevi são palavras de quem tem um amor correspondido – infelizmente, alguns acreditam: quem dera que a metade do que eu escrevi fosse um sentimento certo, pronto para alguém. A verdade é que nunca tem ninguém para os textos, o que você lê é uma idealização pobre e cheia de clichê. Também me aventuro em desabafos fúteis, como você pode procurar aqui: alguns estão um tanto escondidos com palavras bonitas, porém, se você tiver paciência, vai ver o quanto eles são juvenis e baratos – coisa de quem acha que escreveu um bom texto e espera muitos comentários e elogios, gente concordando, etc.
Também tenho vontade de escrever bem (se você notou os erros de ortografia e concordância), muita. Não, não é “sonho”, é um plano e estou pondo-o em prática, desde março desse ano, acredite, e eu prometo melhorar, mas, por enquanto, já fico feliz de publicar os meus contos aqui. Orgulho-me muito disso, sabe? Não sou do tipo que revela o que pensa depois que você me diz o seu nome, levam meses e, mesmo assim, você apenas consegue reunir pistas do que eu estou pensando (geralmente as pessoas não obtêm sucesso). Você só aprende a conviver com um humor seco, negro e sem graça que, de vez em quando, torna-se “charmoso”, daqueles que fumam um cigarrinho e bebem um gole de café preto sem açúcar... Você já bebeu café preto sem açúcar? Se não, não tente de primeira, vá diminuindo as medidas aos poucos: o gosto amargo – caso você queria experimentar - te dá um tapa seguido de uma gastrite imediata (na maioria dos casos), mas, enfim... Só aviso isso pela minha suspeita de úlcera. Ah, e eu não fumo, sou do tipo de pessoa que começa a tossir compulsivamente quando tem alguém fumando do lado, uma espécie de “protesto”, até porque o meu cabelo também não fuma.
Não toco instrumento nenhum, apesar de achar que “a música foi feita pra mim”, mas tenho uma vontade enorme de aprender bateria e formar uma banda ou de jazz ou... Jazz. Rock? É, pode ser, é bom e eu adoro, mas uma banda de jazz seria melhor: a minha música predileta e Decoupage, de Hank Levy (o cara não gostava das pessoas dançando jazz, eu acho que ele não sabia dançar, e compôs um ritmo pra ninguém conseguir também). Gosto imensamente e irrevogavelmente de Beatles e não simpatizo mais do U2, porque eles tentaram imitar a banda tocando do alto de um prédio (e isso foi imperdoável pra mim). Também não vou muito com a cara dos Rolling Stones, não sei porquê, deve ser a velha história dos Santos Que Não Se Cruzam, vai saber; nunca parei pra escutar Hendrix ou Joplin, e acho o Jim Morrison um gato – foi um gato - (e o vocalista do The Hives também – aquele malucão, lembra?). Também acho que a Elis Regina foi uma egoísta de ter limitado o seu trabalho quando morreu e que Caetano Veloso só era bom na época da ditadura, hoje em dia ele não tem mais o que protestar.
Tenho Orkut, Facebook, Deezer, Myspace, Last.fm e Twitter (só uso o primeiro – mentira, sigo 7 pessoas no Twitter) e não participei do #forasarney porque tava na cara que aquilo ali não ia dar em nada - ou você achou que o senado ia dar bola pra “opinião pública”? – e, caso exista alguém nesse mundo que queira me seguir em qualquer rede social fique avisado: eu não vou dar bola pra você, não vou parar pra ler os seus recados, mas vou falar quando precisar. O que acontece é que eu sou do tipo que prefere amizades “ao vivo”, internet só serve para “contatos” e nada mais.
O que mais? Hum... Acredito que não tenha mais nada pra você saber de mim... Ah, sim: eu gosto muito de embromar, adoro fazer coisas sem fundamento algum e acho que encher lingüiça é um esporte para “poucos e bons”, pra pessoas que “sabem” (eu não pertenço a essa minoria tão talentosa). O post termina aqui dizendo “Muito prazer!” pra quem achava o meu perfil pequeno e informando que esse talvez seja o último mês do ano em que eu vá postar algo por aqui, infelizmente. Mas, sabe como é, né? Escolhas também significam sacrifícios.
Até mais.
=)

sábado, 9 de maio de 2009

Bolhas¹ da semana

Primeira bolha:
Depois do vestibular (que eu não passei), uma amiguinha² vem me falar:
- Ai, amiga, eu precisava te falar uma coisa!
- Diz...
- Sabe o que é? É que... Ai, você não dá mesmo pra ser psicóloga!
- Hm... É... E por quê?
- Ah, você é cheia de problemas, sabe? Inclusive eu tava comentando com a minha mãe um dia: “mãe, eu tenho uma amiga que seria uma péssima psicóloga! Ela tem tanto, mas tanto problema na vida que eu acho que se ela ainda fosse tratar os problemas dos outros ela cortaria os pulsos dela!”
- (Inexpressividade facial ._.)

Poxa, legal quando você pode dar conselhos para amigos, ajudar inclusive a pessoa a passar por conflitos bobos, na maioria das vezes, mas que, quando superados, “fazem a diferença”. Ah, e adivinha quem sonha em estudar psicologia nesse blog? Pois é.

Segunda bolha:
Menina entra na sala, se senta perto do namorado e começa a fazer uma redação. Quando termina, dirigi-se ao professor, para que a redação seja corrigida, então, Menina volta alegremente para a sua carteira, a fim de dar um beijinho carinhoso na cabeça de Namorado:
- (Beijinho carinhoso na cabeça do Namorado)
- (Menino levanta a cabeça – Não é Namorado)
- Ai, desculpa!
- Tudo bem. – Menino dá uma risadinha e pensa, provavelmente, que ele podia muito bem ser Namorado.
(FIM DE AULA)
- E aí? Achou o teu namorado?
- Achei... – Menina responde.

O mais engraçado é encontrar o mesmo Menino numa festa um ano depois, e a sua amiga (a da Menina) querer juntar os dois na festa de aniversário dela. O mundo é muito pequeno, muito.

Terceira bolha:
Essa é mais séria, envolve confiança e amizade.
Lá vai:
Camilo² era um menino que amava música e odiava solidão, como qualquer ser humano normal. Um dia, Camilo perdeu a cabeça, achou que sem alguém a vida não passava de uma existência medíocre, que a vida era nada sem Ella. Confundiu-se, chorou, pediu perdão, pediu reconciliação, mas o destino insistiu que, se ele não aprendesse ali, naquele momento, o que é ser feliz sozinho, ele não aprenderia outra hora, tinha que ser “agora”.
Camilo, então, decidiu virar amigo da solidão, do “lado vazio” da cama, do banco da pracinha, do sofá vazio. Decidiu que, sem Ella, ele viveria vagando por aí, no meio de todo mundo, mas ao mesmo tempo, sem ninguém.
Por sorte, Camilo era amado por seus amigos, mas por azar, Camilo havia se tornado cego, não queria enxergar um problema ocupante do lado vazio da cama, do banco da pracinha e do sofá. Aos poucos, o problema preencheu por inteiro o lugar de Ella, tomando-lhe a figura de companhia, só que dessa vez, não era a companhia perfeita.

Tem horas na vida que, por mais que os seus amigos tentem te ajudar, te mostrem o problema da forma mais clara possível, você simplesmente não quer enxergar, quer viver o problema, não pra sofrer, mas pra preencher um vazio.
A sorte do nosso personagem que a cegueira que ele porta tem cura, em longo prazo, mas tem, só é preciso que ele esteja disposto a fechar a ferida que o tempo quis abrir no coração e nas lembranças dele.
Ah, e essa última bolha pro melhor amigo da blogueira aqui. =)


¹ Por que “bolhas”? Bem, uma amiga minha fez aniversário da segunda-feira, fez 19 anos. O brinde do aniversário, além de pirulitos sabor cereja, continha também “Bolhinhas de Sabão (Atóxica e Perfumada)”. O título “Bolhas” é diretamente relacionado ao fato de que, quando eu era criança, nunca brincava com bolhas, raramente elas “apareciam na minha frente” (coisas do cotidiano). Desde que eu abri o saquinho do brinde e vi o tubinho verde, não paro de fazer bolhas por aí... Quer dizer, na janela gradeada do meu quarto, alegrando os peões de obra dos prédios que estão sendo construídos no meu bairro. Acho que eles nunca se divertiram tanto no trabalho como se divertem nessa construção aqui do lado.
² Essas pessoas realmente existem, mas não é necessário escrever os nomes reais.

domingo, 26 de abril de 2009

Lado A ou lado B?

E aconteceu assim:
Menina que sentou na certeira da frente – Né verdade?
Eu – Hein?
Menina – Não verdade que não dá pra sair de casa de manhã sem comer alguma coisa? Pelo menos um suquinho?
Eu – Ah... É, não dá, não.
Menina pra garota do lado – Viu só! (e aperta a minha mão num gesto de “companheirismo”)
Eu penso – Eu nunca tomo café de manhã, me dá enjôo.

Vocês acabaram de ler o que aconteceu comigo (de verdade, dessa vez) essa semana.
Eu, pessoa “tímida”, estava mais de dois meses sem falar com ninguém da sala do cursinho que eu freqüento, não porque eu não gostava de ninguém (não conhecia ninguém mesmo!), mas porque eu estava esperando uma “alma caridosa” vir falar comigo, então aconteceu de alguém vir falar e eu, pessoa que você pode classificar como “desesperada por uma amizade em qualquer lugar” (sempre fui assim), acabei mentindo pra agradar a opinião alheia e, assim, finalmente começar a falar com alguém, me integrar num grupo qualquer. Sim, só pra me “integrar”.
Depois disso, acabei pensando quantas vezes eu já não fiz algo parecido ou igual e imagina o quanto eu me chateei em perceber que foram muitas, isso desde criança. Por exemplo: chega algum conhecido e começa a falar sobre algum filme que eu adorei, que achei super bacana e tal, e diz “Ahhh... Mas esse filme não é lá essas coisas! Não entendo porque ganhou aquele Oscar com tanto clichê!”, num momentos desses eu tenho que dizer que gosto do filme e defender a minha opinião, mas eu simplesmente não faço isso. ._.
Acho que essa necessidade de ser aceita por qualquer pessoa é mesmo idiota, eu sei que é (e que você também deve achar isso), mas acabou virando um costume (péssimo, “vamo combinar”) pra mim, algo “cotidiano”, que eu faço com qualquer pessoa que eu não conheça.
Triste, numa palavra só, mas que definitivamente não é necessário. Eu podia muito bem ter dito pra tal Menina que eu só como alguma coisa “de manhã” quando acordo tarde, tipo 12:00h, direto pra almoçar. Também devia ter dito pro conhecido que “Quem Quer Ser Um Milionário” é um dos meus filmes prediletos, mesmo que o final seja daqueles “Felizes Para Sempre” (ou se você preferir, “clichê”), assim como também devia ter reivindicando o quanto a série Crepúsculo é boa quando me disseram que era um “romancezinho barato” e que eu prefiro ir no show do McFly em maio ao invés de ir pro show do Oasis, mas porque eu não disse? Ta, eu sei a resposta: medo de não ser aceita, simples. Mas, por que, ao invés de tentar ser aceita pelos outros, eu não tento me aceitar primeiro?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Teoria(s)

Ainda agora eu tava lendo um post do Blue’s Spot, blog de um amigo meu. O post falava sobre Tao (pra quem não conhece, “joga no Google”). No momento em que eu li o tal post, confesso que fiquei confusa (porque sou meio lenta), mas depois, como é de costume, “obedeci as regras” e refleti isso:

Tao nada mais é do que um Caminho, pelo menos assim está escrito no Wikipédia, mas que é Absoluto. Não vou classificar como religião, não é justo. Digamos que Tao é Tao, não pode ser religião porque é algo maior que somente espiritualidade, ele transcende esse plano que se apóia somente em divindades e fé. Tao é um estado, não físico, não espiritual, algo inexplicável, mas, acredito eu, sensível.
Um dia desses, conversando com esse mesmo amigo, estávamos discutindo sobre Deus (sim, sobre Ele mesmo), o que ele significava para cada um de nós. Se eu não me engano, esse meu amigo (o dono do Blue’s Spot), me falou que Deus é maior que todos nós e, que de alguma for, nós é que estamos dentro dele, nós é que fazemos parte dele. Não me lembro de ter argumentado alguma opinião minha, mas aqui está: não, eu não acho que Deus (ou força superiror, ou Alá, ou Buda, ou qualquer outra divindade) esteja acima de nós e acredito nisso profundamente. Como você explicaria tantos nomes diferentes para um só Deus (inclusive “Deus” - mas enfim, não é essa a pergunta ou lugar onde que quero chegar com esse post; ainda não terminei a minha “opinião escrita” )?
Ele, não está “acima” de nós, está dentro de cada um de nós, ele nos completa e equilibra entre os nossos defeitos e virtudes, faz parte da mente e do corpo, do espírito e do físico, do externo e interno. Faz parte de tudo, mas somente porque ele está dentro de nós.
O meu Deus me compreende e me castiga, mas isso não passa de uma reflexão interior de “mim mesma”. Ele é a minha consciência, por isso, também não deixa de ser o caminho certo, assim como também existe o errado.
Então, você me pergunta: “E quando alguém mata outra pessoa, onde estaria esse Deus-Consciência?”. Bem, alguém mataria outra pessoa com que consciência? Ela/Ele não existe nessa pessoa, pois ela não escuta a si mesma, o que está óbvio, contudo, distante; apenas as vontades estão falando e a pessoa só poderá escutar isso. Não pense que Deus-Consciência não está lá, porque está e sempre vai estar (pois o homem se diferencia dos outros animais pela inteligência que tem), mas o problema é a pessoa conseguir seguir a inteligência e não as vontades.

Então Deus existe, ele está dentro de mim, reunindo em equilíbrio a mente(inteligência) e o coração (vontades). E para você, onde está?


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Vamos deixar alguns pontos claros aqui: 1) Tao foi uma inspiração para o post e nada mais; 2) nesse post, eu não condeno a existência de Deus em momento algum, assim como não questiono a existência Dele. Também peço desculpa se ofendi a fé de alguém, mas blogs foram feitos para se publicar o que se pensa, independente da opinião dos leitores (não estou certa?). Se você, em algum trecho do texto, se sentiu ofendido, sinta-se a vontade para comentar sobre isso, mas não esqueça de ser educado, pois nenhum de nós somos obrigados a ler o que não queremos.

terça-feira, 24 de março de 2009

Post desabafo

Olá, vocês!
Bom, por onde eu começo? Ah, sim... Lá vai:
Agora mesmo, quando abri o navegador da internet, me deparei com uma notícia na página inicial (vocês podem até achar insignificante, mas eu lamento, esse post será sobre a tal notícia) que dizia assim:

“Um candidato que teve sua redação escolhida entre as melhores da Fuvest 2009 mandou um recadinho ao corretor, no fim de seu texto. Depois de se esquecer de colocar o título no início da dissertação, o vestibulando optou por ocupar a última linha e se explicou: "desculpe, só vi que precisava no final". Seu texto ganhou o título de: ‘As fronteiras perdendo poder’.”
(Candidato mandou recado a corretor em redação da Fuvest 2009 - notícia do site UOL Vestibular, do dia 24/03/2009 - 06h00; Ana Okada e Simone Harnik - São Paulo)

Vamos concordar que há redações e redações: algumas com conteúdo forte, idéias fortes... Mas também há aquelas que não conseguem convencer o corretor, algumas só possuem a ”estética” correta (margem, número de linhas mínimas e máximas, etc.) e nos mostram um texto cheio de clichês, bordões, enfim.
Mas agora vamos ao que realmente interessa esse post: eu, uma adolescente de 17 anos de idade, com ensino médio completo, um português “mais ou menos”, não diria estudiosa, mas esforçada, passo um ano da minha vida estudando sem descanso, e não pense que isso é só para concluir o tal ensino médio; eu acredito que, em um ano como esse, a maioria dos jovens não pensa muito em “terminar o colégio”, mas sim em passar no vestibular (foi assim comigo, pelo menos), e além de ir para as aulas normais da escola, me aventuro a estudar mais em um cursinho lotado.
Chega o dia da prova. Acredite de se quiser, mas eu não estava nervosa, sabia muito bem tudo o que eu tinha estudado e fui fazer a prova tranqüila (sim, eu dou valor ao trema).
Então chega o dia em que sai o tão esperado “listão”, com o nome somente dos que “passaram”, mostrando sua colocação e pontuação durante o processo seletivo do concurso. Você acorda de manhã, esperançoso, até liga o rádio para escutar o nome e fica criando na cabeça aquele momento em que “o locutor dirá seu nome tão rápido que você não vai entender bem, que sua mãe vai chorar e seu pai vai dizer: ‘Como eu estou orgulhoso!’”. Acontece que nada disso acontece: seu nome não está no tal do “listão”, o locutor só fala o nome de uma pessoa com a letra “J” (no meu caso) e você fica lá sentado na sua cama, com cara de perplexidade, de choro, de pena, de raiva, o que for.
No dia seguinte, você, ainda em “estado de choque”, conversando despretensiosamente com um amigo que “nunca pegava no caderno para estudar, não sabia o que significava uma simples vírgula e escrevia ‘eu AMO ELA’”, passa. Sim, aquele incompetente que não sabe o que significa cacofonia está na faculdade e você que quase decora um livro inteiro de gramática, não.
Sentiu o drama? É... Imagine isso acontecendo duas vezes em um ano.
Enfim, expresso aqui a minha insatisfação aos corretores, pelo desrespeito às pessoas que se preocupam em seguir as regras que eles mesmos elaboraram para uma redação, atribuindo nota dez aos que fugiram dessas regras.
Vocês já param para refletir (corretores – se algum estiver lendo) sobre isso?


PS: Eu sei (ou “acho”) que em dissertação não é obrigatório atribuir um título ao texto, mas mesmo assim...