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terça-feira, 21 de abril de 2009

Teoria(s)

Ainda agora eu tava lendo um post do Blue’s Spot, blog de um amigo meu. O post falava sobre Tao (pra quem não conhece, “joga no Google”). No momento em que eu li o tal post, confesso que fiquei confusa (porque sou meio lenta), mas depois, como é de costume, “obedeci as regras” e refleti isso:

Tao nada mais é do que um Caminho, pelo menos assim está escrito no Wikipédia, mas que é Absoluto. Não vou classificar como religião, não é justo. Digamos que Tao é Tao, não pode ser religião porque é algo maior que somente espiritualidade, ele transcende esse plano que se apóia somente em divindades e fé. Tao é um estado, não físico, não espiritual, algo inexplicável, mas, acredito eu, sensível.
Um dia desses, conversando com esse mesmo amigo, estávamos discutindo sobre Deus (sim, sobre Ele mesmo), o que ele significava para cada um de nós. Se eu não me engano, esse meu amigo (o dono do Blue’s Spot), me falou que Deus é maior que todos nós e, que de alguma for, nós é que estamos dentro dele, nós é que fazemos parte dele. Não me lembro de ter argumentado alguma opinião minha, mas aqui está: não, eu não acho que Deus (ou força superiror, ou Alá, ou Buda, ou qualquer outra divindade) esteja acima de nós e acredito nisso profundamente. Como você explicaria tantos nomes diferentes para um só Deus (inclusive “Deus” - mas enfim, não é essa a pergunta ou lugar onde que quero chegar com esse post; ainda não terminei a minha “opinião escrita” )?
Ele, não está “acima” de nós, está dentro de cada um de nós, ele nos completa e equilibra entre os nossos defeitos e virtudes, faz parte da mente e do corpo, do espírito e do físico, do externo e interno. Faz parte de tudo, mas somente porque ele está dentro de nós.
O meu Deus me compreende e me castiga, mas isso não passa de uma reflexão interior de “mim mesma”. Ele é a minha consciência, por isso, também não deixa de ser o caminho certo, assim como também existe o errado.
Então, você me pergunta: “E quando alguém mata outra pessoa, onde estaria esse Deus-Consciência?”. Bem, alguém mataria outra pessoa com que consciência? Ela/Ele não existe nessa pessoa, pois ela não escuta a si mesma, o que está óbvio, contudo, distante; apenas as vontades estão falando e a pessoa só poderá escutar isso. Não pense que Deus-Consciência não está lá, porque está e sempre vai estar (pois o homem se diferencia dos outros animais pela inteligência que tem), mas o problema é a pessoa conseguir seguir a inteligência e não as vontades.

Então Deus existe, ele está dentro de mim, reunindo em equilíbrio a mente(inteligência) e o coração (vontades). E para você, onde está?


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Vamos deixar alguns pontos claros aqui: 1) Tao foi uma inspiração para o post e nada mais; 2) nesse post, eu não condeno a existência de Deus em momento algum, assim como não questiono a existência Dele. Também peço desculpa se ofendi a fé de alguém, mas blogs foram feitos para se publicar o que se pensa, independente da opinião dos leitores (não estou certa?). Se você, em algum trecho do texto, se sentiu ofendido, sinta-se a vontade para comentar sobre isso, mas não esqueça de ser educado, pois nenhum de nós somos obrigados a ler o que não queremos.

sábado, 7 de março de 2009

U2 tem razão

Ontem, enquanto eu fazia uma pequena divulgação do blog no MSN, uma pessoa me chamou dizendo que também fazia parte da “comunidade blogueira”, me enviando o endereço da página. A conversa foi a seguinte:

Pessoa: ê blogueira!
JéssicaModinne: o/
Pessoa: que cuti cuti o nome do bloooooooooooooog!
JéssicaModinne: =D
JéssicaModinne: não repara q ele ta feio ainda
Pessoa: ta nada!
Pessoa: tens que ver o meu
Pessoa: olha
JéssicaModinne: eu só preciso aprender html p/ minha vida mudar
JéssicaModinne: tu tens? OO
Pessoa: www.nome do blog que ela não quer que seja divulgado.blogspot.com
Pessoa: tenho
Pessoa: mas eu não divulgo, porque é de poesia e eu morro de vergonha

“Como é? ‘Vergonha’?” eu penso.
Ok, eu admito, também sou uma pessoa envergonhada com muita coisa que eu faço (textos, desenhos e até um simples trabalho no photoshop), morro de medo de acharem que o que eu fiz é ridículo, de mau gosto, que cheguem a rir à custa do meu esforço. E o que acontece? Eu acabo por me reprimir, deixando de lado a minha personalidade, a minha opinião, a mim mesma! E o pior de tudo é que eu não me expresso porque eu não quero; o medo diz “e se eles não gostarem, acharem que, de repente, foi mal feito?” e já é suficiente para eu desistir de mostrar um desenho que demorou duas horas para ficar pronto, por exemplo – o esforço acaba não valendo nada.
Depois dessa conversinha aí de cima, eu começei a refletir (como é de costume) sobre o quanto as diferenças são úteis nas pessoas. Então me vem o clichê: “não seria horrível se todo mundo fosse igual?”. Sim, querido clichê, seria “imensamente horrível”. Imagine andar na rua e olhar umas 20 pessoas usando o mesmo tipo de roupa, todos com camisas brancas, calças jeans (todas do mesmo estilo, marca, cor, etc.) e all star preto com tirinha vermelha em volta, todas as mulheres com rabos de cavalo altos e os homens com os cabelos partidos do lado direito. Todos andando e uma só direção, em uma linha reta, sem esbarrarem um nos outros, imaginou? Parecem robôs.
Por isso eu digo (e agora, sigo o conselho): NÃO DEIXE DE SE EXPRESSAR! O que você pensa e sente é o que você é!




Como já dizia a banda de Bono Vox:
“(…) you are the first one of your kind (...)”.


p.s.: mais tarde eu posto um texto meu (se eu conseguir lembrar dele - eu fiz antes de dormir, "só de cabeça", sabe?).
p.s.²: no post passado eu não coloquei o que significa Hoppípolla, entããão: hoppipolla significa "pular poças", basicamente.