Essa vontade de querer ter vontade sempre me assombrou, eu diria que me assombrou antes mesmo d’eu nascer. Lembro-me bem quando a minha mãe me contou o porquê de precisar fazer uma cesárea para eu poder nascer: a data do meu nascimento – a prevista – já havia passado há muito tempo e ela sempre argumenta que queria ficar ali dentro mais um pouco, que eu era medrosa. Por isso eu penso que, desde daí, eu quero tudo não querendo nada.
“O objetivo tá alí, bem pertinho” ela (mãe) me diz, “só falta mais um pouco, força!”, mas escutar a palavra “força” não me dá mais força; correr atrás do tal objetivo ainda faz sentido – sempre fez - mas os métodos, técnicas e macetes não servem mais: são insuficientes. Talvez o espírito da coisa não seja fazer por aí, talvez exista um ponto-centro para todos esses momentos de desistência que envolve todo o Objetivo (sonho, meta, etc.), talvez me falte encontrar o princípio, a minha arché particular, que eu perdi no caminho entre o outro e este plano (Céu, Terra, Inferno, que seja, mas eu perdi).
E a sensação? Nada simples: imagine-se necessitando de algo, que você precise exatamente disso para ter um bom dia (pode ser algo simples, como água). Agora, imagine-se vivendo sem isso (água) por muitos dias, muitas semanas. É lógico que você viveria com sede até morrer por causa disso. Pois eu me sinto assim, porém, não vivo isso em semanas, vivo em meses, anos, uma vida inteira; vivo em um deserto que insiste em me enganar da existência de um oásis muito próximo em qualquer dos seus cantos. Devo chegar ao oásis sem água e, por já estar sedenta e cansada, “engatinhar” na areia áspera e quente, com um sol a rir e debochar do meu esforço.
O pior de tudo é o “talvez”: “talvez” você consiga, “talvez” chova, “talvez” exista um oásis. Além desses tem o meu “talvez” latejante, pulsante, perguntando todas as manhãs: “Queres continuar?”. Apesar de tudo, jamais responderei “não”, pois o sol rirá mais de mim, a areia queimará mais as palmas das minhas mãos e o oásis desaparecerá, como um sonho interrompido ao se acordar.
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10 comentários:
Bem, peloq eu intendi falta-lhe iniciativa ou força de vontade! Bem uam coisa que aprendi na vida é que pra crescermos temos queencarar nossos medos. temos que ter nossos objetivos e metas e correr atras delas, só asism podemso nos tornar realizados. mas só um conselho. Não se torne escravo de seus anseios!
Acho que isso não é uma questão de outras pessoas incentivarem. Nem de força de vontade propria. As vezes pode ser momento. As vezes, por mais que vc veja que é necessário se mexer, é muito mais cômodo ficar onde estar.
Se existe um momento, não sei. Mas acho que cada um pode achar o seu. ^^
p.s: eu não li atrasada \o\
acredit o q esse oasis existe sim, mas encontrá-lo pode levar uma vida inteira, mas a possibilidade de encontrá-lo por si só já é incentivo o suficiente, pode continuar pq so assim vai encontrá-lo
Gosto do seu post porque ele mostra a vontade como um sentimento nem sempre tão simples assim, algo que de longe não se pode acionar do nada nem com um simples estalar de dados, isso serve para muita gente...
Vontade de sei lá o que....pelo menos há vontade e isso sempre te incita a fazer alguma coisa. Que se for boa, vai te faxer bem (ah, vá), mas na maioria das vezes é uma puta merda. Que no final das contas, vai te deixar melhor ainda pelo aprendizado, experiência e pela força que isso te dá.
Abraços!
[ pauleeeira.blogspot.com ]
É... deu muito trabalho para vir mas veio e está aí dando seu recado.
Corra atrás do que você quer conquistar se venceu a luta pela vida com certeza você terá muitas vitórias, nosso sucesso depende de nossa luta.
BLOGdoRUBINHO
www.blogdorubinho.cjb.net
Bom texto. Talvez você precise apenas de um empurrão moça, de algo que te dê vontade de prosseguir...
Belo blog!
http://papeisriscados.blogspot.com/
Será que os objetivos são esmo fortes? Parece que não, parece que são apenas vontade de alguma coisa, mas não objetivos. Quando se tem os objetivos bem definidos encontra-se tabém os caminhos para atingí-los.
Muito foda ú.ú
A vida e engraçada... temos vontades mais quando podemos realizar dissemos talvez...
Seu texto tem bom ritmo. Só tome cuidado com a acentuação de algumas palavras, como "alí"; o correto é "ali". Abraços e sucesso com o blog!
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